Sempre me perguntam se é seguro investir através de corretoras.

A resposta está na ponta da língua.
Afinal, há mais de 10 anos eu tiro essa dúvida de clientes e investidores.

De forma bem resumida, minha resposta sempre foi algo como:

“O risco não está na corretora. Está no investimento que você faz.”

A frase é correta.
Mas, essa semana, percebi que ela está incompleta.

Eu estava deixando de lado a parte mais importante do problema.

Uma pergunta parecida. Mas diferente.

Conversando com dois empresários, um deles — que ainda não é meu cliente, mas sabe que sou consultor de investimentos — me fez uma pergunta muito parecida com essa que escuto há anos.

Mas formulada de um jeito diferente.

Ele não perguntou se é seguro investir por uma corretora.
Ele perguntou se é confiável.

“Gustavo, é mesmo CONFIÁVEL investir na corretora XYZ?”

Pode parecer apenas uma troca de palavras.
Mas ela muda completamente a forma de enxergar o problema.

Dessa vez, ao invés de responder no automático, eu parei por alguns segundos antes de responder.

O que o investidor realmente quer

Eu ajudo famílias a investir e cuidar do seu patrimônio há mais de 10 anos.

É meu trabalho entender sobre produtos de investimento, riscos, cenário e estruturas patrimoniais.
Pra mim, é quase óbvio dizer que, escolhendo o investimento certo, o dinheiro estará seguro.

Mas quem me procura não tem — e nem deveria ter — essa obrigação.

Nesse caso específico, era um médico de 58 anos, casado, pai de três filhos, sócio do hospital em que trabalha.

Ele quer chegar em casa, jantar com a família, tomar uma taça de vinho e aproveitar o que sobrou do dia.

Não quer gastar seu pouco tempo livre acompanhando o mercado, lendo relatórios ou estudando investimentos.

E está tudo bem.

Assim como procuramos um médico esperando que ele nos diga qual tratamento seguir, quem investe espera que o profissional que o atende faça o mesmo.

Foi aí que percebi algo importante:

Não adianta dizer que “o risco está no investimento” se, na prática, quem decide o investimento quase nunca é o investidor.

Na maioria das vezes, é o gerente do banco, o assessor da corretora ou o consultor que o atende.

Então, onde está o verdadeiro risco?

Na confiança que você tem nas recomendações feitas pelo profissional que te atende.

Sabendo disso, a conversa com o médico seguiu mais ou menos assim:

Médico:
“Gustavo, é mesmo confiável investir na corretora XYZ?”

Minha resposta:

“Investir por corretoras como XP ou BTG é tão seguro quanto investir por qualquer grande banco.

Mas se é confiável ou não, isso depende do profissional que te atende.”

É aqui que mora o verdadeiro risco.

O maior risco não está no banco.
Nem na corretora.
Nem apenas no produto que você investe.

O maior risco está no profissional que orienta suas decisões.

São as recomendações dessa pessoa que vão definir:

  • como seu patrimônio é alocado;

  • quais riscos você corre (consciente ou inconscientemente), e;

  • como suas decisões serão tomadas ao longo da sua vida

Confiança não se pede. Se constrói.

Confiança se constrói com o tempo, com consistência e ações.
Não com promessas.

No meu caso, mais de 90% dos meus clientes vieram por indicação de outros clientes ou da minha rede de relacionamento.

Isso não acontece por acaso.

A maioria deles é meu cliente há anos.
Já conhece meu método de trabalho, minha postura e minhas orientações em diferentes cenários e, por isso, têm motivos concretos para confiar.

Mas e quem está me conhecendo agora? Que motivo tem para confiar no meu trabalho?

Existe um fator que, no meu modo de ver, é a base para construir uma relação de confiança e que você não deve ignorar para escolher o profissional que vai te orientar.

Independência e conflito de interesses

Poucos investidores param para analisar com atenção esse ponto.
A maioria, apenas por ainda não saber que existe uma alternativa melhor.

Nem todo profissional do mercado está livre de conflitos de interesse.

Gerentes de banco e assessores de corretora, em geral, trabalham com:

  • comissões na venda dos produtos;

  • metas de venda;

  • produtos "da casa”, e;

  • incentivos comerciais, que o cliente nem sempre enxerga.

Isso não significa, necessariamente, má-fé.
Nem que o profissional não é capacitado.

Mas significa que nem sempre a recomendação é 100% isenta ou a mais vantajosa para o investidor.

Muitas vezes, os interesses do profissional, do banco ou da corretora vêm antes.
E isso pode custar caro para você.

Já um consultor independente, atua de forma diferente. Ele:

  • não recebe comissões pela venda de produtos;

  • não tem exclusividade com bancos ou corretoras, e;

  • não é remunerado por empurrar um investimento específico.

Esse modelo muda completamente a lógica da relação.
O trabalho deixa de ser “vender para o cliente” e passa a ser “comprar pelo cliente”.

O interesse do consultor independente, portanto, está alinhado com o do cliente: tomar as melhores decisões ao longo do tempo, buscando sempre proteger e rentabilizar o patrimônio.

Afinal, ele trabalha para o cliente.
Não para o banco ou corretora.

📚Sugestão de leitura: Por Que Investidores de Alta Renda Estão Migrando Para o Modelo Fee-Based? - para entender em mais detalhes a diferença entre o modelo de comissão e o de consultoria independente.

A pergunta que realmente importa

A pergunta certa, portanto, não é: “Essa corretora é segura?”

Mas sim:

“Eu confio — ou deveria confiar — em quem cuida do meu dinheiro hoje?”

Você entende claramente como essa pessoa ganha dinheiro?

Sabe se ela é remunerada por comissão e incentivos escondidos ou pelo serviço que te presta?

Tem certeza de que as recomendações que recebe são feitas pensando primeiro em você?

Se não tem certeza sobre essas respostas, procure se informar.
Não existe confiança, sem transparência.

E sim, é urgente.

Se fizer sentido para você

Se você quiser conversar sobre esse assunto com mais calma, fico à disposição para uma conversa de diagnóstico inicial, um café ou uma call rápida — sem compromisso.

Uma boa conversa já é suficiente para descobrir se você está bem assessorado hoje
ou se faz sentido buscar um modelo mais transparente e alinhado para cuidar do seu patrimônio.

É só me chamar clicando no botão abaixo.

Se preferir, pode também entrar em contato através do meu Instagram ou LinkedIn.

Gustavo Gubert, CFP®
Planejador Financeiro e Consultor de Investimentos na Union

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