Essa semana li um artigo no the news que começava assim:
“Sobrar dinheiro no fim do mês parece ter virado artigo de luxo…”
O artigo não tem nada a ver com o que vou falar aqui hoje — os curiosos podem ler clicando aqui — mas o início da frase me chamou a atenção e me fez lembrar do que considero uma das regras mais importantes para atingir a liberdade financeira…
Todo mundo sabe que, para enriquecer, você precisa gastar menos do que ganha e investir bem a diferença.
E algumas pessoas realmente tentam fazer isso.
O problema é que muitas delas deixam para investir justamente “o que sobra no fim do mês”.
O que acaba acontecendo?
Nunca sobra…
E não estou falando apenas de quem vive com o orçamento apertado.
Mesmo famílias com rendas altas enfrentam esse problema.
Vejo isso acontecer na prática com meus clientes.
Empresários, executivos, profissionais liberais… pessoas que fazem dinheiro suficiente — ou até mais que isso — mas no fim do mês não sabem onde ele foi parar.
O resultado?
Um planejamento de aportes mensais que garantiria com tranquilidade o futuro financeiro da família… indo por água abaixo.
A boa notícia é que a solução para esse problema é simples.
Você pode começar a aplicá-la já na próxima vez que entrar dinheiro na sua conta.
Neste artigo vou te mostrar 3 métodos para você nunca mais permitir que seu futuro financeiro dependa de “sobrar dinheiro no fim do mês".
PS: o último é o que eu mais recomendo.
A Regra de Ouro da Liberdade Financeira
Provavelmente você cresceu ouvindo que devemos trabalhar para comprar uma casa, mandar os filhos para a faculdade, pagar nossas contas em dia e não dever nada para ninguém.
E sim, tudo isso é verdade e faz parte da vida adulta.
O grande problema é que talvez tenham esquecido de te dizer que a conta mais importante que você tem ao longo da sua vida…
É com você mesmo e com sua família.
Você provavelmente não quer trabalhar até seus 90 anos.
Nem depender de amigos e familiares.
E muito menos do governo (se ainda acredita que o INSS vai ser suficiente, repense).
Por isso, a não ser que você seja herdeiro ou ganhe na loteria, você precisa pensar em como vai pagar todas essas contas não só agora, mas ao longo de toda a sua vida.
A solução?
Pague você primeiro…
Essa é a “regra de ouro” para a liberdade financeira.
A lógica é simples:
Você não deve investir o que sobra no fim do mês.
Deve viver com o que sobra depois de investir.
Não estou dizendo para você deixar de pagar sua conta de luz ou a prestação da sua casa.
Estou dizendo para encarar seu futuro como uma dessas contas — a mais importante delas.
Pode parecer algo distante, mas garanto que é totalmente possível, independentemente da sua renda atual.
É um hábito que, no futuro, você vai agradecer ter criado.
A seguir, vou te mostrar 3 diferentes métodos para você fazer isso — e os prós e contras de cada um.
﹩Investir um valor fixo por mês
Essa é a mais simples de todas.
Basta definir um valor fixo para guardar todo mês.
R$500
R$1 mil
R$5 mil
Funciona bem para quem está começando a investir e quer dar o primeiro passo.
Ou para atingir objetivos específicos em um determinado período de tempo.
Um exemplo muito comum é:
“Vou investir 500 reais por mês em uma previdência para meu filho”.
O ponto positivo desse método é que, além de prático, ele te ajuda a criar o hábito de investir com regularidade — o mais importante neste caso.
Por outro lado, conforme sua renda aumenta:
seus gastos também aumentam
mas o quanto você investe continua o mesmo…
E não é isso o que queremos que aconteça.
﹪ Investir um percentual da sua renda
Esse talvez seja o método mais comum.
É o que vários livros, artigos e influenciadores de finanças recomendam.
Consiste em você investir um percentual fixo da sua renda todos os meses — normalmente algo entre 10% e 30% da sua remuneração.
É prático e funciona para a maioria das pessoas.
Especialmente para quem não tem uma renda fixa todo mês, como autônomos e profissionais liberais.
Quando a sua renda varia de um mês para o outro, definir um percentual (e não um valor fixo) evita que você fique sem dinheiro para seu dia a dia caso receba menos em determinado mês.
Ao mesmo tempo em que te obriga a guardar sempre, mesmo que um pouco menos.
Ainda assim, esse não é o método que eu mais recomendo.
Por que?
Conforme sua renda aumenta:
você até guarda um pouco mais,
mas seus gastos aumentam na mesma proporção.
O resultado?
Você pode demorar bem mais que o necessário para atingir sua liberdade financeira.
📬 Sugestão de Leitura: Do Zero á Liberdade Financeira - Qual seria meu objetivo de acordo com meu patrimônio e fase de vida.
🎯 Definir seu custo de vida, e investir o resto (o melhor método)
Esse é, de longe, o método que mais recomendo.
Principalmente para quem está em fase de acumulação e tem perspectiva de aumentar sua renda ao longo dos anos.
Se você está construindo patrimônio, provavelmente já está nesse grupo — ou estará em breve.
Investir um valor fixo te induz a investir sempre o mesmo e gastar cada vez mais.
Investir um percentual da sua renda te induz a investir mais, mas também a gastar mais.
Já definir um custo de vida "fixo” faz com que seus gastos se mantenham estáveis, enquanto sua capacidade de investir aumenta — junto com sua renda.
Digamos que, baseado na sua realidade, orçamento e estilo de vida, você conclua que consegue viver bem com R$15 mil por mês.
Hoje você ganha R$20 mil, então consegue investir R$5 mil.
Se passa a ganhar R$30 mil, já pode investir R$10 mil.
E assim por diante.
Notou a diferença?
Sua renda aumenta.
Seus gastos não.
E isso te permite investir muito mais…
É evidente que, de tempos em tempos, você vai querer rever o seu “custo de vida ideal”.
Se o aumento na sua renda te permitir fazer isso. Ótimo!
Desde que não seja sempre na mesma proporção — que é o problema dos outros métodos.
O objetivo não é te limitar a gastar sempre o mesmo ao longo de toda sua vida.
É te ajudar a potencializar seus aportes para que você atinja sua liberdade financeira o quanto antes.
Qual destes métodos é o melhor para você?
Se você lembrar de apenas uma coisa desse texto, que seja isso:
Você não constrói patrimônio com o que sobra.
Você constrói patrimônio priorizando seus aportes.
Enquanto investir for condicionado ao “que sobrar”, seu futuro financeiro vai continuar sendo tratado como opcional.
E ele não é.
A boa notícia é que isso não depende de ganhar mais, investir melhor ou encontrar a próxima grande oportunidade.
Depende apenas de uma decisão:
Quanto da sua renda vai deixar de ser consumida hoje para construir sua liberdade financeira amanhã?
Se você quer uma orientação profissional para definir isso com mais segurança — de acordo com sua realidade atual e seu objetivo, fico a disposição.
Já ajudei centenas de pessoas e famílias, em diferentes momentos de vida e realidades financeiras, a fazer o mesmo.
Inclusive, essa é uma das etapas do Planejamento Financeiro que aplico com meus clientes.
Vai ser ótimo te contar como funciona em uma conversa rápida.
Me mande uma mensagem — sem compromisso — ou apenas responda esse email.
Vamos agendar essa conversa…
Gustavo Gubert, CFP®
@gustavogubert
Planejador Financeiro e Consultor de Investimentos na Union
PARA REFLETIR
Não economize o que sobra depois de gastar. Gaste o que sobra depois de economizar.
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